A Justiça da Paraíba revogou a prisão preventiva de David Arayam de Lima Braga, acusado de ser o principal responsável pelo feminicídio de Ianny Marry Barreto Lira, de 28 anos, ocorrido em outubro de 2023, em Cajazeiras, no Sertão paraibano.
A decisão foi proferida pelo juiz Ricardo Amorim, da 1ª Vara da Comarca de Cajazeiras. O magistrado avaliou que os elementos apresentados pelo Ministério Público, até o momento, não seriam suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva do acusado.
Ianny foi encontrada morta dentro de sua residência, localizada na Rua Josias Farias da Silva, no bairro Sol Nascente, conhecido como Casas Populares. A vítima apresentava sinais de violência física e suspeita de abuso sexual.
Segundo os relatos sobre o crime, o corpo da jovem foi encontrado amarrado com roupas e com uma peça íntima introduzida na boca. A brutalidade do caso provocou repercussão e mobilizou as forças de segurança durante a investigação.
A suspeita contra David Arayam ganhou força após a perícia identificar material genético atribuído a ele nas unhas da vítima. O resultado do exame passou a ser considerado um dos principais elementos utilizados para estabelecer uma ligação entre o acusado e Ianny.
Na decisão que revogou a prisão, entretanto, o juiz fez uma distinção entre a existência do vínculo entre acusado e vítima e a comprovação de que ele estava no local no momento do crime.
Segundo Ricardo Amorim, o exame de DNA demonstra a existência de contato entre David e a vítima, mas não permite, sozinho, determinar quando esse contato ocorreu.
“O exame de DNA em questão é suficiente para vincular o réu ao local do crime e confirma a existência de contato dele com a vítima, mas não é suficiente para colocá-lo no momento do crime naquele local.”
Com a revogação da prisão preventiva, o acusado responderá ao processo em liberdade, conforme os termos estabelecidos pela Justiça. A decisão não significa absolvição e o processo continua em andamento.
O caso ainda deverá ter novas análises do Judiciário, que considerará o conjunto das provas produzidas durante a investigação e a instrução processual para definir a responsabilidade do acusado pelo crime
















