Humberto Alberto Gomes, de 39 anos, é considerado foragido. 8º suspeito pela morte de Ruy Ferraz estava em liberdade condicional dede 2015
Humberto Alberto Gomes, de 39 anos, identificado como o oitavo suspeito de participar da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, é um velho conhecido da polícia de São Paulo. Ele, que é considerado foragido, estava em liberdade condicional desde 2015 e tem passagens por associação criminosa, tentativa de roubo e corrupção de menores.
Humberto foi preso em 2008 por tentativa de roubo, e ficou preso até 2010. Quatro anos depois, foi detido, novamente por roubo, em São Paulo e ficou encarcerado até setembro de 2015, quando obteve liberdade condicional.
A Polícia Civil de São Paulo divulgou nessa quinta-feira (25/9) a identidade dele, que é oitavo suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, morto no litoral paulista no dia 15 de setembro. Na última terça (23/9), a Justiça já tinha decretado prisão do mesmo homem.
Segundo a polícia, as digitais dele foram encontradas em uma das casas usadas pelos criminosos em Monguagá, no litoral de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), quatro pessoas foram presas e outras quatro são procuradas até o momento. As autoridades ainda aguardam resultados de laudos periciais e prosseguem com as investigações.
Quem são os presos
William Silva Marques, dono da casa usada como QG do crime; Rafael Marcell Dias Simões, que se entregou no último sábado (20/9); Dahesley Oliveira Pires, acusada de ser a pessoa que buscou o fuzil no litoral paulista; e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, que teria sido responsável por dar carona para um dos criminosos fugir da cena do crime são os quatro presos até agora.
Os quatro foragidos são Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, que tiveram material genético encontrado em um dos carros usados no crime; Luis Antônio Rodrigues de Miranda, procurado por ter pedido à Dahesley para ir buscar um dos fuzis utilizados na execução e, agora, Humberto Alberto Gomes.
O que se sabe sobre a execução
A polícia usa imagens de câmeras de segurança para entender a dinâmica do crime que vitimou o ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, no dia 15 de setembro, no litoral paulista.
Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o momento em que os criminosos dera início à emboscada. Eles estacionaram um carro em uma rua próxima da Prefeitura de Praia Grande, onde a vítima trabalhava como titular da Secretaria de Administração, às 18h02.
Após 14 minutos, o veículo de Ruy Fontes aparece na gravação, passa ao lado dos criminosos e é alvo de tiros. Ruy tenta fugir, mas é perseguido, bate o carro em um ônibus após cerca de 2,5 quilômetros e é executado.
Nenhuma linha de investigação descartada
Autoridades da SSP não descartam a participação de agentes públicos na execução de Ferraz. Além de ter sido inimigo número 1 do PCC quando atuava como delegado, Ruy Ferraz tinha inimizades dentro da polícia e trabalhava como secretário de Administração em Praia Grande, onde pode ter contrariado interesses locais. Oficialmente, nenhuma hipótese é descartada pela cúpula da SSP.
Entre as linhas de investigação sobre o mando do crime, a força-tarefa acredita em uma possível vingança do PCC. Ruy Ferraz foi o primeiro delegado a investigar a facção no estado, no começo dos anos 2000, e atuou na transferência algumas das principais lideranças para presídios federais de segurança máxima, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.


















