Emenda de Pedro apoia projeto de reaproveitamento de água

O deputado federal, Pedro Cunha Lima (PSDB), destinou emenda no valor de R$ 300 mil para que a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) invista no programa que realiza o tratamento do esgoto municipal e faz sua utilização como água de utilidades na indústria ou para irrigação na agricultura. Pedro disse que é importante a reutilização da água para minimizar os problemas vivenciados nesse momento crítico por que passa a Paraíba com diversos municípios em colapso no abastecimento.

“É comprovado que o volume de água doce e limpa, que é menos que um por cento de toda a água disponível no planeta, está se reduzindo em todas as regiões do mundo. E na Paraíba não é diferente. Acompanhamos de perto as dificuldades enfrentadas pelos paraibanos com a falta de água e esse programa coordenado pela UFCG para o reuso da água pode contribuir e ser expandido para outros municípios. Precisamos encontrar alternativas para conviver com a seca e minimizar essa crise hídrica por que passa nosso Estado”, disse o deputado.

O Projeto Reúso é coordenado pela UFCG e foi proposto pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com a Prefeitura Municipal de Campina Grande (PMCG) e do Governo do Estado da Paraíba, por intermédio da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) e da Companhia de Água e Esgoto do Estado da Paraíba (CAGEPA).

De acordo com o projeto, a água de esgoto coletada é tratada e depois utilizada para diversos fins. O reaproveitamento das águas é justificado, principalmente, em virtude da escassez hídrica, crescimento populacional, urbanização e industrialização. O procedimento já tem despertado o interesse de importantes indústrias na Paraíba.

Crise hídrica – Pedro destacou ainda que na Paraíba 44 açudes estão totalmente secos, 30 em colapso, 94 localidades em racionamento e 197 municípios com decreto de situação de calamidade.

Em relação ao açude Epitácio Pessoa, mais conhecido como Boqueirão, que é responsável pelo abastecimento hídrico de Campina Grande e de mais 18 municípios, encontra-se hoje com um pouco mais de 14% da sua capacidade. Estima-se que o manancial atinja o volume morto na primeira semana de dezembro do ano em curso, cuja qualidade da água é questionada, em face do uso exagerado de agrotóxicos por anos consecutivos em sua bacia hidráulica.

MaisPB

WhatsApp
Facebook
Twitter
Email
X
PORTAL RÁDIO FM CIDADE 104,9
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.