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Leilão do pré-sal pode ocorrer até o fim do dia se liminar de juiz for derrubada

Petroleiras privadas poderão disputar sozinhas áreas do pré-sal pela 1ª vez. AGU recorreu da decisão e ANP aguarda decisão para iniciar pregão ainda nesta sexta-feira

Créditos: Arte/G1

O juiz da 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Amazonas, Ricardo Augusto de Sales, concedeu liminar (decisão provisória) na noite desta quinta-feira (26) suspendendo a 2ª e a 3ª rodadas dos leilões do pré-sal marcadas para esta sexta (27), no Rio de Janeiro.

A assessoria da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão responsável pela defesa do governo federal na Justiça, informou que o órgão já recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e espera uma decisão ainda na manhã desta sexta.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) disse que a programação do leilão está mantida, mas que ele só será iniciado quando a liminar for derrubada. Os participantes estão chegando e tomando seus lugares. A ANP disse que aguardará uma decisão até o fim da tarde de hoje.

Na ação, o advogado Wallace Byll Pinto Monteiro, representante do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), afirma que o leilão traz lesão ao patrimônio público por acarretar perda de receita tributária e pelo fato de o governo abdicar de explorar as reservas de petróleo para desenvolvimento da indústria nacional e geração de emprego e renda.

O advogado questiona os valores de bônus de assinatura (montante pago no fechamento do contrato), que são menores que os do primeiro leilão do pré-sal, realizado em 2013. Segundo ele, houve distorção e rebaixamento de valores.

Para as 4 áreas a serem licitadas na 2ª Rodada do Pré-Sal é de R$ 3,4 bilhões, e na 3ª Rodada, esse bônus é de R$ 4,35 bilhões, totalizando R$ 7,75 bilhões, pouco mais da metade da licitação da 1ª rodada, que ofertou o campo de Libra, e teve bônus de R$ 15 bilhões.

Na decisão, o juiz decidiu pela suspensão para afastar "qualquer possibilidade de ocorrência de danos ao patrimônio público". Veja a íntegra da decisão do juiz.

O leilão

As petroleiras privadas podem disputar sozinhas pela primeira vez um leilão para a exploração do pré-sal brasileiro em áreas nas Bacias de Santos e Campos. Serão ofertados 8 blocos na 2ª e 3ª Rodadas de Partilha de Produção, realizadas quatro anos após a única licitação já feita para exploração do pré-sal.
Ao todo, há 16 petroleiras inscritas para participar da disputa (veja abaixo a lista completa).
A ANP considera que todos serão arrematados e, assim, a União arrecadará R$ 7,75 bilhões com os bônus - o valor pago no momento da assinatura do contrato. Se todos os blocos forem vendidos, a arrecadação da União será o dobro do valor obtido com os 37 blocos arrematados na 14ª rodada de licitações.
O leilão ocorre após a mudanças nas regras do regime de partilha de produção, que rege as áreas dentro do polígono do pré-sal. Antes a Petrobras era obrigada a ser a controladora de todas as áreas do pré-sal, com participação mínima de 30% nos consórcios formados para a exploração. Os estrangeiros que quisessem participar precisavam, necessariamente, ser sócios da Petrobras e não poderiam ser operadores da área.
A regra foi alterada pelo Congresso, a pedido da própria estatal que, endividada, considerou não ter condições de investir na exploração de todas as áreas.
Com a mudança na regra, a Petrobras passou a ter o direito de preferência nos leilões e a ter participação mínima de 30% na área que não arrematar.
No regime de partilha, a União e a empresa contratada para explorar uma área partilham o chamado excedente em petróleo e o gás natural daquela área. Esse excedente é o volume de petróleo ou gás que resta após descontar os custos da exploração e investimentos.
Ganha a concessão a empresa que oferecer o maior volume de óleo à União. Há valores mínimos previstos no edital, que variam de 10,34% a 22,87%, e as empresas vão oferecer valores maiores ou iguais a esses para ficar com os blocos.
Nessas rodadas, a ANP reduziu o percentual mínimo de óleo cobrado das empresas. No leilão de Libra em 2013, a maior reserva do pré-sal já descoberta, apenas o consórcio da Petrobras fez oferta e propôs o valor mínimo, de 41,65%.
Além da produção futura, o vencedor da concessão paga um bônus de assinatura, que é um montante pago no fechamento do contrato e tem valor fixo. Ao todo, os bônus dos 8 blocos somam R$ 7,75 bilhões.
Para reduzir as chances de que algum dos blocos não seja arrematado, a ANP fará uma nova oferta ao final de cada rodada.
A previsão da ANP é de que os oito blocos oferecidos nas duas rodadas gerem cerca de US$ 36 bilhões em investimentos para o país. Além disso, o desenvolvimento das reservas deve gerar cerca de US$ 130 bilhões em royalties, óleo-lucro e imposto de renda.
Petrobras tem direito de preferência em 3 áreas
Dos oito blocos ofertados nesta rodada de licitações, a Petrobras manifestou preferência por três deles: Sapinhoá (pedaço do segundo maior campo brasileiro), Peroba e Alto de Cabo Frio Central. Isso significa que caso ela não consiga arrematar estas áreas, poderá exercer o direito de se associar às empresas vencedoras e vir a atuar como operadora e ainda ter uma participação mínima de 30% no consórcio.
Na quinta-feira (26), o presidente da petroleira, Pedro Parente, afirmou ao Jornal da Globo que a empresa será "seletiva", mas "firme" nas propostas que fará pelas áreas que lhe interessam.
Durante o leilão, a Petrobras terá prazo de 30 minutos para exercer o direito de preferência e decidir se integrará o consórcio com a licitante vencedora. Caso a estatal decida não integrar o consórcio, a vencedora assumirá 100% da participação no bloco licitado.
Petroleiras concorrentes
Ao todo, 16 empresas foram habilitadas a participar das novas rodadas de licitação – 10 concorrem às áreas ofertadas na 2ª Rodada, e 14 nas áreas da 3ª Rodada - algumas petroleiras estão inscritas para ambas as rodadas.
De acordo com a ANP, 14 são estrangeiras e apenas uma, a Petronas, ainda não possui contrato para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil.
O especialistas no setor esperam uma disputa acirrada. Tal expectativa se deve ao resultado da 14ª Rodada, realizada em setembro. Os blocos com maior oferta foram os localizados em áreas adjacentes ao pré-sal na Bacia de Campos, na chamada “franja do pré-sal".
Dois blocos da área foram arrematados por R$ 3,4 bilhões pelo consórcio firmado entre a Petrobras e a norte-americana ExxoMobil. Segundo a ANP, o ágio foi de 1.556%, o que garantiu "o maior bônus de assinatura total da história" em um leilão de concessão.
O alto lance feito pelos dois blocos na área próxima ao pré-sal sugere que as petroleiras que pretendem explorar as águas profundas calibrem melhor suas ofertas. Estas duas rodadas, no entanto, têm dinâmica diferente da anterior, feita no modelo de concessão.
Empresas habilitadas para as duas rodadas
Dez empresas estão habilitadas a apresentar ofertas na 2ª Rodada de Partilha do Pré-Sal:
ExxonMobil Exploração Brasil Ltda.- Habilitada (Operadora A) - Estados Unidos
Petrogal Brasil S.A. - Habilitada (Não Operadora) - Portugal
Petróleo Brasileiro S.A.- Habilitada (Operadora A) - Brasil
Petronas Carigali SDN BHD - Habilitada (Operadora A) - Malásia
Repsol Sinopec Brasil S.A. - Habilitada (Operadora A) - Espanha
Shell Brasil Petróleo Ltda.- Habilitada (Operadora A) - Reino Unido
Statoil Brasil Óleo e Gás Ltda.- Habilitada (Operadora A) - Noruega
Total E&P do Brasil Ltda.- Habilitada (Operadora A) - França
Chevron Brazil Ventures- Habilitada (Operadora A) - Estados Unidos
OP Energia - Habilitada (Operadora A) - Brasil
14 empresas estão habilitadas para a 3ª Rodada:
BP Energy do Brasil Ltda.- Habilitada (Operadora A) - Reino Unido
CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda.- Habilitada (Não Operadora) - China
ExxonMobil Exploração Brasil Ltda.- Habilitada (Operadora A) - Estados Unidos
Petrogal Brasil S.A. - Habilitada (Não Operadora) - Portugal
Petróleo Brasileiro S.A.- Habilitada (Operadora A) - Brasil
QPI Brasil Petróleo Ltda.- Habilitada (Não Operadora) - Catar
Petronas Carigali SDN BHD - Habilitada (Operadora A) - Malásia
Repsol Exploración S.A.- Habilitada (Operadora A) - Espanha
Shell Brasil Petróleo Ltda.- Habilitada (Operadora A) - Reino Unido
Statoil Brasil Óleo e Gás Ltda. - Habilitada (Operadora A) - Noruega
Total E&P do Brasil Ltda. - Habilitada (Operadora A) - França
Chevron Brazil Ventures- Habilitada (Operadora A) - Estados Unidos
CNOOC Petroleum Brasil - Habilitada (Operadora A) - China
Ecopetrol S.A. - Habilitada (Não operadora) - Colômbia
Entenda o que são as rodadas de licitação
Estão previstas oito rodadas para conceder áreas de exploração de petróleo e gás até 2019, incluindo a segunda e a terceira. Segundo a ANP, além dos leilões, haverá oferta permanente de áreas de exploração ao longo deste período.
Com os nove leilões previstos, o governo espera investimentos de US$ 80 bilhões, a perfuração de mais 300 poços marítimos, mais 10 bilhões de barris recuperáveis, em torno de US$ 100 bilhões em royalties, 17 novas unidades de produção, além de mais 2 milhões de barris de petróleo produzidos por dia ao longo da duração dos contratos.
Desde 1998, cabe exclusivamente à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) promover a expansão das atividades de exploração e produção de petróleo e gás. As Rodadas de Licitações são o único meio legal que o governo tem para conceder o direito de exercício das atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil.

Regime misto
Desde 2010, vigora no Brasil o regime regulador misto para a exploração e produção de petróleo e gás natural. Nas áreas do polígono do pré-sal e outras áreas que sejam consideradas estratégicas, o governo estabeleceu o regime de partilha da produção. Para todo o restante do território nacional - cerca de 98% da área total das bacias sedimentares brasileiras –, vigora o regime de concessão.
No regime de partilha, a União e a empresa contratada para explorar uma área dividem o petróleo e o gás natural extraídos daquela área. O volume de petróleo e/ou gás restante, depois do descontados os investimentos e custos de exploração, é o excedente em óleo, que é então repartido entre União e contratada dentro da proporção acertada no leilão, que também paga royalties relativos à sua parcela da produção.
Já no regime de concessão, a empresa ou o consórcio contratado pela União assume o risco exploratório. Isso significa que o risco de investir e, eventualmente, não se encontrar petróleo ou gás natural na área licitada é da empresa concessionária. Em contrapartida, caso encontre o óleo e o gás, a empresa fica com todo o produto da área concedida. Neste modelo, a empresa paga ao governo uma taxa para explorar a área, royalties e, em caso de campos de grande produção, a participação especial.
Segundo a ANP, o regime de partilha é o mais comum nos países e/ou áreas detentoras de grandes reservas e com grande volume de produção.
 

G1

TRF-5 prorroga para a próxima terça-feira as inscrições em concurso com vagas na Paraíba

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) prorrogou desta sexta (27) para a terça-feira (31) as inscrições para concurso público com 14 vagas para analista judiciário e técnico judiciário da instituição. A nova data foi divulgada às 9h22 desta sexta. Uma vaga será reservada para candidatos negros. Já para os candidatos com deficiência também serão garantidos 5% dos cargos. De acordo com o edital, para a Paraíba estão previstas três vagas. A organização e a realização do processo seletivo serão de responsabilidade da Fundação Carlos Chagas (FCC).

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Além das oportunidades, também há previsão para formação de cadastro reserva de servidores na sede do TRF5 (Recife-PE) e nas seções judiciárias dos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe. 

O prazo de validade do concurso será de dois anos a contar da data da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período, a critério do TRF 5ª Região.

Das 14 vagas oferecidas, três são para o cargo de Analista Judiciário da Área Judiciária, da Seção Judiciária em Pernambuco, sendo uma dessas vagas garantida ao candidato negro, em caso de aprovação. Duas outras vagas estão destinadas para ao cargo de Analista Judiciário Especialidade Informática/Infraestrutura nas Seções Judiciárias de Pernambuco e de Alagoas. Também estão abertas duas vagas para o cargo de Analista Judiciário Especialidade Medicina (Clínica Geral) nas Seções Judiciárias de Pernambuco e do Ceará. Para o cargo de Analista Judiciário Especialidade Contadoria está sendo ofertada uma vaga na Seção Judiciária de Pernambuco.

Outras cinco vagas disponíveis são para o cargo de Técnico Judiciário da Área Administrativa, nas seguintes Seções Judiciárias: Pernambuco (2); Paraíba (2) e Rio Grande do Norte (1). Há, ainda, uma vaga para Técnico Judiciário da Área Administrativa Especialidade Segurança e Transporte para a Seção Judiciária na Paraíba.

A remuneração inicial para o cargo de Técnico Judiciário (nível médio) é de R$ 6.376,41 e, para o cargo de Analista Judiciário (nível superior), de R$ 10.461,90. Também será acrescido um montante de R$ 884,00, referente ao auxílio-alimentação.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela Internet, a partir das 10h do dia 02/10/2017 até as 14h do dia 27/10/2017 (horário de Brasília), no endereço eletrônico para www.concursosfcc.com.br. A taxa de inscrição varia de acordo com o cargo desejado, sendo R$ 60,85 para Técnico Judiciário e R$ 70,85, para cargos de Analista Judiciário.

As provas Objetivas e Discursivas (redação ou estudo de caso) estão previstas para acontecer no dia 03/12/2017. Elas serão aplicadas pela manhã, para cargos de Técnico Judiciário (todas as áreas/especialidades), e, à tarde, para os cargos de Analista Judiciário. A prova de capacidade física para o cargo de Técnico Judiciário Especialidade Segurança e Transporte ocorrerá apenas em 2018.

As provas Objetiva, Discursiva e Prática serão realizadas nas capitais Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza, Maceió e Aracaju, conforme opção de Estado de classificação indicada pelo candidato, no ato da inscrição.

A confirmação da data e as informações sobre horários e locais serão divulgadas oportunamente, por meio de Edital de Convocação, tanto no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 5ª Região – Edição Administrativa (www.trf5.jus.br) quanto no site da Fundação Carlos Chagas, e por meio dos Cartões Informativos, que serão encaminhados aos candidatos via correio eletrônico (e-mail). Para tanto, é fundamental que o endereço eletrônico constante no Formulário de Inscrição esteja completo e correto.

* Matéria atualizada para informar sobre a prorrogação das inscrições do concurso. 

WhatsApp agora deleta mensagens enviadas

O WhatsApp começou a liberar a função de deletar mensagens enviadas pelo app na quinta-feira (26). Os usuários estão recebendo a novidade aos poucos.

A ideia é que agora, se você mandar uma mensagem e se arrepender rápido, consiga apagar. Vale também para a mensagens enviadas para o grupo errado. Mas há um tempo para isso: você só pode deletar a mensagem em até sete minutos depois de ser enviada.

A novidade está sendo disponibilizada para usuários dos sistemas Android, iOS e Windows Phone. Em inglês, a função foi batizada de “delete to everyone” (apagar para todos). Outra função, que já existe hoje, é a “delete for me” (apagar para mim), em que você apaga a mensagem apenas no seu app.

Em breve, o app deve ter espalhado a novidade para todos se o sistema funcionar corretamente. A ativação da ferramenta é devagar, segundo o WABeta info.

A função está em fase de testes desde o final do ano passado. O Telegram, concorrente do WhatsApp, já tem essa opção.

Como funciona?
A função vale para qualquer tipo de arquivo, incluindo texto, fotos, gifs, mensagem de voz… Basta clicar sobre a mensagem e escolher a opção deletar. Atualmente, o usuário consegue apenas apagar a mensagem no seu próprio mensageiro. Com a novidade, vai poder optar por remover o que mandou para todos.

A mensagem deletada vai aparecer no chat como o aviso “esta mensagem foi deletada”. Isso só vai valer para quem já estiver com o dispositivo atualizado. Se alguém do grupo, por exemplo, ainda não estiver com a novidade, vai continuar vendo a mensagem.

MaisPB

Segunda denúncia contra Temer: saiba como votou a bancada paraibana

Os deputados federais paraibanos se posicionaram nesta quarta-feira (25) sobre a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer.

A maioria dos parlamentares (7) votou SIM e foi a favor do relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB), que recomendava o arquivamento da denúncia contra o presidente da República. Já os que votaram NÃO eram a favor da análise da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira abaixo como votaram os parlamentares:

 

Aguinaldo Ribeiro (PP): SIM

André Amaral (PMDB): SIM

Benjamin Maranhão (SD): SIM

Damião Feliciano (PDT): NÃO

Efraim Filho (DEM): SIM

Hugo Motta (PMDB): SIM

Luiz Couto (PT): NÃO

Pedro Cunha Lima (PSDB): NÃO

Rômulo Gouveia (PSD): SIM

Veneziano Vital (PMDB): NÃO

Wellington Roberto (PR): NÃO

Wilson Filho (PTB): SIM

Plenário da Câmara rejeita denúncia contra Temer por 251 a 233 votos

Pouco mais de um mês após chegar à Câmara, os deputados rejeitaram na noite desta quarta-feira (25) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). Foram 251 votos contrários à autorização para investigação, 233 votos favoráveis e duas abstenções. Com isso, caberá ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, comunicar agora à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmén Lúcia, a decisão da Casa. Foram 486 votantes e 25 ausentes.

Leia também: Veja como os deputados da Paraíba votaram na rejeição de denúncia contra Temer


O parecer votado nesta quarta foi apresentado pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou a inadmissibilidade da autorização da Câmara para que STF iniciasse as investigações contra o presidente e os ministros. O parecer já tinha sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 39 votos a 26, além de uma abstenção.

Disputa pelo quórum

Durante os últimos dias, a oposição, ciente que não teria os 342 votos necessários para autorizar as investigações, trabalhou intensamente para impedir que os deputados comparecessem à sessão. Isso porque o regimento interno da Casa estabelece que a votação só poderia ser iniciada com a presença mínima de dois terços dos deputados em plenário. Com isso, os oposicionistas pretendiam adiar a votação e, assim, prolongar o desgaste do governo. Os partidos de oposição chegaram a fechar acordo para que poucos deputados usassem a palavra e com isso não se alcançasse o quórum necessário para iniciar a sessão. 

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Reagindo à tática da oposição, a base aliada e o próprio presidente da República passaram a acionar deputados da base, mesmo os que votariam contra o governo, para marcarem presença na sessão. Os governistas estavam confiantes de que alcançariam o número mínimo de presentes e também os 172 votos necessários para impedir o início da investigação.

Início da sessão

A sessão destinada à apreciação do parecer de Andrada teve início por volta das 9h, quando falaram o relator e os advogados de defesa dos três acusados. Em seguida, menos de 20 oposicionistas fizeram o uso da palavra defendendo a rejeição do relatório e, com isso, o debate foi dominado pelos aliados do governo.

Na primeira sessão do dia da Câmara, apenas 332 deputados marcaram presença, número insuficiente para iniciar a votação. A oposição comemorou o feito no Salão Verde, estampando faixas e cartazes pedindo a saída de Temer. O líder da minoria, deputado Jose Guimarães (PT-CE), parabenizou os colegas da oposição que não registraram presença no plenário.

“Nós tivemos uma vitória espetacular. O PT, PDT, Psol, PCdoB, Rede, Avante, PHS, PPS, Rede, vários partidos que mesmo com uma ou outra divergência nós conquistamos uma vitória extraordinária contra o governo. Nós seguramos, tiramos leite de pedra. Foram 191 deputados que não marcaram presença”, disse.

Enquanto a oposição comemorava, chegou ao plenário a notícia da internação do presidente Michel Temer. Com isso, os opositores ao governo insistiram, sem sucesso, no cancelamento da sessão. Apesar dos apelos, a sessão prosseguiu após as 14h, com o quórum aumentando lentamente.

Mesmo sob tensão, as lideranças do governo tentavam amenizar o clima e acalmar os aliados mostrando que o presidente passava bem e que era apenas uma pequena complicação urológica. O deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais articuladores do governo, reiterou que a situação estava sob controle e que a votação seria tranquila com vitória folgada do Planalto.

No meio da segunda sessão, Rodrigo Maia (DEM-RJ) ameaçou encerrar os trabalhos com o argumento de que não haveria deputados suficientes na Casa para iniciar a votação. “Esse debate só desgasta a Casa. Eu vou esperar mais um tempo e vou encerrar. Estou aqui desde 9h colaborando para que essa votação ocorra hoje”, afirmou. Poucos minutos depois, deputados de partidos da base aliada do governo que ainda não haviam registrado presença compareceram ao plenário e o quórum de 342 deputados foi alcançado.

"Atrasar essa votação é atrasar o Brasil”, disse o líder do governo, Agnaldo Ribeiro (PP-PB), ao apelar para que o quórum fosse atingido. Logo que chegou-se ao mínimo de 342 deputados, os oposicionistas marcaram presença e fizeram uso da palavra para pedir o afastamento do presidente Michel Temer. Compareceram à Câmara nesta quarta-feira 487 dos 513 deputados.

A denúncia

No dia 14 de setembro, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou ao STF a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Em junho, Janot já havia denunciado o presidente pelo crime de corrupção passiva. Desta vez, Temer foi acusado de liderar uma organização criminosa desde maio de 2016 até 2017. De acordo com a denúncia, o presidente e outros membros do PMDB teriam praticado ações ilícitas em troca de propina, por meio da utilização de diversos órgãos públicos. Além de Temer, foram acusados de participar da organização os integrantes do chamado "PMDB da Câmara": Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Todos os denunciados negam as acusações.

Com o resultado, o processo fica parado enquanto Michel Temer estiver no exercício do mandato de presidente da República, ou seja, até 31 de dezembro de 2018.

Sem repasses, HU da UFPB passa por crise

Relatos de médicos chegaram ao Blog revelam uma situação de penúria no Hospital Universitário Lauro Wanderley, da UFPB, em João Pessoa.

Ontem, por exemplo, faltaram insumos básicos. De esparadrapo, a medicamentos e fios de sutura, o que levou a suspensão de cirurgias.

Em contato com o Blog, o superintendente interino do Hospital, Ângelo Melo, admitiu os atrasos de repasses financeiros do Governo Federal e da Prefeitura de João Pessoa, mas negou crise e cancelamento de procedimentos.

“Devido a atrasos de repasses financeiros ao HU, estamos com falta de alguns insumos, mas não são todos os itens que você mencionou. Os procedimentos foram realizados normalmente”, refutou.

“Todavia, com a descentralização de recursos que foi publicada no Diário Oficial da União, ontem, começaremos a normalizar a rotina. Esses recursos devem estar aptos para empenho nos próximos dias”.

O que fica claro com a explicação? O problema existe.

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