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Especialista afirma que prefeitos não aceitam municipalizar o trânsito para não perderem votos

O diretor executivo da CONSULTRAN, Betto Montenegro, defende a municipalização do trânsito para reduzir os índices de acidente na Paraíba. Segundo ele, uma das principais vantagens da municipalização é a obrigatoriedade do ensino de regras e comportamento no trânsito nas escolas.

No entanto, dos 223 municípios paraibanos, apenas 23 têm o trânsito municipalizado. Para Betto, a rejeição ao projeto é culpa dos prefeitos que não compreendem a importância da municipalização ou então não aderem a ela para não perderem votos.

“O que falta é o bom senso dos prefeitos saberem da importância que é municipalizar. O maior índice de acidentes que tem hoje é na nossa região Nordeste com motos. O Trauma [hospital de João Pessoa] está cheio e você vê que o maior índice é de mortalidade e de pessoas que estão dependentes totalmente, que custam para o governo e isso poderia ser evitado se tivesse educação”, disse o diretor da CONSULTRAN.

Preço em alta da gasolina leva o consumidor a migrar para o álcool

O consumo de etanol nas bombas dos postos de combustíveis do Estado de São Paulo alcançou, pela primeira vez, neste mês de setembro a mesma proporção da gasolina. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, 50% das vendas foram de etanol e 50% de gasolina. Até hoje, o que se verificava era um escoamento médio de 60% de gasolina.

O empresário informou que essa migração já vem ocorrendo desde “a greve dos caminhoneiros, em maio último {que levou ao desabastecimento} em paralelo com as subidas constantes da gasolina”. Ele informou que o consumo mensal nas cidades paulistas atinge 180 bilhões de litros somando a gasolina, o álcool e o diesel. E sempre que o valor do litro de álcool equivale a 70% do preço da gasolina, abastecer com o derivado da cana fica mais competitivo. O litro de gasolina está custando em média R$ 4,57 em São Paulo, enquanto o de etanol vale R$ 2,74 - 59% mais barato.

Na avaliação da pesquisadora da Fundação Getulio Vargas em Energia, Fernanda Delgado , a greve dos caminhoneiros continuará ainda por algum tempo “reverberando na economia do país”. Ela, no entanto, pondera que o grande impacto sobre o preço da gasolina, que já subiu 15% desde maio último,  está associado mais à pressão das cotações no mercado internacional. O valor do barril de petróleo, passou, nesse período, de US$ 65 para US$ 75. A tendência, pontuou a pesquisadora, é de alta no mundo todo.

Delgado defende que o Brasil poderia ser menos dependente dessa política de preços internacionais caso houvesse a quebra do monopólio da Petrobras,  que detêm 98% do refino dos derivados de petróleo. A questão, porém, explica, esbarra em criar um sistema que possa atrair os investidores.

Oferta de álcool

Em relação à vantagem competitiva de se abastecer o carro com álcool, a pesquisadora da FGV Energia disse que esse quadro é favorecido pela perspectiva de uma boa oferta do etanol  no mercado. Mas ela alerta sobre a possibilidade de uma mudança no mix de produção,  caso ocorra uma sinalização de alta dos preços do açúcar no mercado internacional. Isso poderia levar as usinas a destinarem uma maior parte da safra para essa commodity.

Já o diretor técnico da Unica, entidade que congrega as usinas sucroalcooleiras da região Centro Sul, Antonio de Padua Rodrigues, descartou, nesta quinta-feira o risco de um desequilíbrio de preços do etanol em função da demanda mais aquecida. Ele informou que o setor está em plena safra e com estimativa de recorde na produção, podendo chegar a 32 bilhões de litros e um crescimento na oferta entre 4 a 5 bilhões de litros.

Pádua reconhece, contudo, que algum ajuste de preço pode até ocorrer, mas se isto se confirmar será em margem bem pequena diante da boa oferta. “Nossa expectativa é que a distribuição para os postos passe da média de 1,8 bilhões de litros para 2 bilhões de litros”, afirmou, referindo-se ao próximo anúncio da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Fazendo uma análise sobre a vantagem competitiva do álcool sobre a gasolina, Pádua observou que enquanto o derivado da cana vem se mantendo com preço estável pela boa safra que deve crescer em torno de 15%, a gasolina está sujeita às variações impostas  tanto pelos fatores externos quanto pela pressão cambial. Nos últimos dias, a moeda norte-americana tem oscilado acima dos R$ 4,00 e fechou nesta quinta-feira em R$ 4,07 um recuo de 1,27% sobre a cotação de ontem (19).

No último dia 5 de setembro, o preço da gasolina nas refinarias havia alcançado R$ 2,2069, no maior valor desde junho do ano passado, quando a Petrobras mudou a política de preços e passou a acompanhar as oscilações do preço da commodity no mercado externo. 

Fabiano Gomes passa mal em presídio e é socorrido para Ortotrauma

 

O comunicador Fabiano Gomes sofreu um mal estar no Complexo PB-1, onde está preso há 25 dias, e precisou ser socorrido para o Hospital Ortotrauma de Mangabeira, em João Pessoa.

Na semana passada, a defesa do comunicador requereu na Justiça que ele cumprisse a pena em prisão domiciliar, e internação em caso de agravamento de seu quadro de saúde.

O apresentador foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e está em observação no Ortotrauma e vai realizar exames de eletrocardiograma, devido a dores no peito.

É a quarta vez que o comunicador sofre problemas de saúde desde que foi preso.

Operação desarticula quadrilha especializada em concessão de auxílio-reclusão irregular pelo INSS em JP

  A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a Operação Catena, com objetivo de cumprir um mandado de prisão preventiva, uma ordem judicial de afastamento de servidora pública do INSS de seu cargo e cinco mandados de busca e apreensão, além da determinação da suspensão de todos os benefícios previdenciários objetos de fraude.

A servidora do INSS foi afastada do cargo por suspeita de ter concedidos benefícios previdenciários irregularmente desde o ano de 2015. Desde a tarde desta quinta-feira (13), 50 policiais federais realizam diligências para cumprimento das Ordens Judiciais expedidas pela 16ª Vara da Justiça Federal de João pessoa.

As investigações começaram ainda no ano de 2017, no âmbito da Força Tarefa Previdenciária. Foi então que se verificou que uma servidora do INSS em João Pessoa concedeu irregularmente 23 benefícios previdenciários, especificamente auxílio-reclusão, desde o ano de 2015.

A estimativa é de que o prejuízo causado com a concessão irregular de benefícios tenha sido superior a R$ 1 milhão. Os investigados obtiveram a concessão de benefícios irregulares para familiares de indivíduos que nunca tinham sido presos e também em razão de filhos de presidiários que nunca existiram.

A operação deflagrada interrompeu a fraude que já vinha sendo perpetrada desde 2015, evitando grande prejuízo aos cofres públicos, especialmente se for levado em conta a expectativa média de vida da população brasileira somada ao tempo em que os fraudadores estariam recebendo os benefícios concedidos irregularmente.

Os envolvidos foram indiciados pela prática dos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações, cujas penas, somadas, podem superar 20 anos de prisão.

O nome da Operação Catena advém de termo italiano que significa cadeia, em referência ao tipo de benefício fraudado (auxílio-reclusão) O preso e os objetos arrecadados nas buscas foram trazidos para a Superintendência Regional da Polícia Federal na Paraíba.

Agressor de Bolsonaro é transferido para presídio federal em Campo Grande

 
 

 

 

 

 

(Imagem: reprodução/Globo News)

Adélio Bispo, que deu uma facada em Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, deixou Juiz de Fora, Minas Gerais, por volta das 7h55 deste sábado (8). Ele é levado em um avião da Polícia Federal para Campo Grande, onde ficará preso em um presídio federal.

A gerência do Aeroporto Francisco Álvares de Assis informou que a previsão de voo até a cidade de Ribeirão Preto (SP) é de 2h40, onde o avião fará uma escala. Após essa parada, a aeronave segue para Campo Grande com tempo estimado de voo de mais 1h30, com previsão de chegadas às 12h, horário de Brasília.

A transferência foi determinada pela Justiça Federal durante a audiência de custódia, na tarde desta sexta-feira (7).

Adélio Bispo foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais logo após Bolsonaro ser atacado em Juiz de Fora e, segundo a PM, Bispo confessou ser o autor da facada no candidato.

A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o caso e já indiciou Adélio Bispo por “atentado pessoal por inconformismo político”.

Prisão preventiva

Durante audiência de custória a juíza federal Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara de Juiz de Fora, converteu a prisão em flagrante do suspeito em prisão preventiva, sem prazo determinado.

Ao negar a soltura, a juíza escreveu que Adélio Bispo de Oliveira representa risco à sociedade.

“Observo que há, inclusive, notícia nos autos de divulgação do ódio aos ideais defendidos por Bolsonaro, denotando, assim, que se colocado em liberdade apresenta grave risco de reiteração criminosa ao próprio candidato ou a outros.”

Na decisão, a juíza afirma que a defesa apontou insanidade mental, mas que isso deve ser informado por escrito no processo e analisado pelo juiz que for tratar do caso.

A magistrada também determinou que Adélio Bispo de Oliveira passe por atendimento médico, uma vez que reclamou de dores durante a audiência.

“Tendo em vista que o custodiado reclamou de dores no corpo durante sua oitiva, determino que passe por atendimento médico junto ao CERESP, antes de sua transferência ao presidio federal.”

G1

Segurança de candidatos será ampliada em 60%, diz ministro

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou hoje (7), após acompanhar o desfile do 7 de Setembro em Brasília, que o efetivo da Polícia Federal que faz a segurança dos candidatos à Presidência da República será ampliado em até 60%, após o ataque sofrido ontem por Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG).

 

De acordo com o ministro, atualmente 80 agentes da PF fazem a segurança de cinco presidenciáveis que solicitaram o serviço, previsto em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir do momento em que as candidaturas são oficializadas nas convenções eleitorais. Apesar da previsão, ressaltou Jungmann, a proteção não é automática e precisa ser solicitada pelas campanhas. Além de Bolsonaro, a PF faz a segurança de Alvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckimin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

"Esses cinco contam com um efetivo de 80 policiais, sendo que Bolsonaro conta com 21 membros da PF que fazem permanentemente a segurança dele. Um a cada cinco agentes destacados para a segurança dos presidenciáveis está com Bolsonaro. Ontem [dia do atentado], 13 desses policiais o estavam acompanhando, além de 50 policiais militares que faziam complementarmente a segurança", afirmou.

Jungmann comparou o efetivo disponibilizado a Bolsonaro com o que foi concedido ao ex-presidente da França, François Hollande, quando ele veio ao Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. "Durante as Olimpíadas, o presidente da França, que esteve aqui presente e era considerado de alto risco, contava com nove agentes da PF".

O ministro não quis revelar quantos agentes estão disponíveis para os outros quatro candidatos que tem acompanhamento da PF. Segundo ele, cada candidato tem uma análise de risco que determina o tamanho do efetivo necessário.

Exposição ao risco

Para Raul Jungmann, orientações de segurança não foram completamente seguidas ontem pelo candidato, durante o ataque em Juiz de Fora. A PF já havia demonstrado preocupação com a exposição ao risco de Bolsonaro, durante as atividades de campanha.

"Já tinha se conversado com a coordenação de campanha e a própria família de que ficaria muito difícil fazer a segurança do candidato quando ele se lançava à multidão e era carregado nos braços. Se vocês verem a cena do acontecido, vão ver que há um enorme tumulto e fica praticamente impossível fazer a segurança", argumentou.

O ministro disse que haverá uma reunião, amanhã (10), dos chefes de segurança com os coordenadores de campanha dos presidenciáveis com o objetivo de alinhar um protocolo se segurança a ser observado pelos candidatos.  

Jungmann defendeu que os candidatos façam as atividades de corpo a corpo com os eleitores, mas observando medidas de segurança. "Tem que evitar atitudes como se tornar alvo extremamente visível, não se lançar sem controle sobre uma massa. Existem equipamentos, percursos, visibilidade que devem ser evitados. É preciso, de todos os candidatos, a co-responsabilidade e o compromisso em obedecer as recomendações", reforçou.  

Investigação

Ainda de acordo com Jungmann, o homem detido em flagrante pela polícia ontem, identificado como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, seguirá preso em Juiz de Fora até ser ouvido pela juíza de custódia. O ministro esclareceu, no entanto, que, se houver necessidade, ele poderá ser removido para algum presídio federal.

Jungmann disse que a investigação aponta para um ato isolado, que chamou de "lobo solitário", mas não está descartado o envolvimento de pelo menos outras duas pessoas. Um dos suspeitos chegou a ser preso e interrogado, mas já foi liberado. O outro suposto envolvido estaria hospitalizado e não foi ouvido ainda. A identidade de ambos não foi revelada.

Uma equipe de peritos da PF foi deslocada para auxiliar nas investigações. Jungmann disse que será realizada uma reconstituição de todos os passos de Adélio até o ataque a Bolsonaro. "Faremos um levantamento de toda a rede de relacionamento dele. Faremos isso com todos aqueles que se colocarem como suspeitos", 

EBC

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