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O ex-presidente uruguaio Jorge Batlle morreu nesta segunda-feira, aos 88 anos. Ele passara vários dias internado em função de um traumatismo craniano sofrido no último dia 14, quando sofreu uma queda. Presidente entre 2000 e 2005, Batlle ficou marcado por liderar o Uruguai em sua última crise econômica.

De acordo com o centro de saúde onde ele estava internado, Batlle sofreu grave dano cerebral após a queda sofrida no dia 14, em Tacuarembó. Nos últimos anos, ele dava discursos e escrevia colunas de opinião, sempre marcado pelas palavras duras contra seus críticos.

Nascido em 25 de outubro de 1927, Batlle foi o quarto membro da família a presidir o país — era filho de Luis Batlle Berres, duas vezes chefe de Estado.

Batlle foi líder do Partido Colorado, sigla liberal opositora da Frente Ampla que governa ininterruptamente desde 2005, com a eleição de Tabaré Vázquez (2005-2010 e hoje novamente presidente) e José Mujica (2010-2015). Em seu governo, foi criada uma comissão de paz que constituiu a primeira iniciativa de recuperar informações sobre os presos desaparecidos durante a ditadura (1973-1985).

Em seu mandato, o país sofreu uma recessão em função da corrida bancária na vizinha Argentina, que vivia grave crise. Apesar de medidas de emparelhamento econômico, o Uruguai sofreu com a fuga de capitais na época e teve de contrair um empréstimo dos EUA com apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de US$ 1,5 bilhão.

Entre 2002 e 2003, mais de 50 mil uruguaios deixaram o país em busca de novas oportunidades — em termos de comparação, a população era de 3,2 milhões à época.

— Foi uma via crucis aterrorizante — disse Batlle em 2012 ao jornal “El Observador”. — Frente a aquele maremoto, podiam ser feitas duas coisas. Lutar ou se afogar. Lutamos.

G1

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