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POLÍTICA

TSE aprova envio de força federal para 356 localidades no segundo turno.

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na sessão administrativa desta terça-feira (23), 15 pedidos de envio de força federal para 356 localidades do país no segundo turno das Eleições 2018, que será realizado no próximo domingo (28). Por unanimidade, os ministros deferiram as requisições de onze Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Com a decisão de hoje, os militares trabalharão para garantir a normalidade da eleição, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados nos estados do Acre, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Relatora dos 15 processos administrativos requerendo o envio das tropas militares, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, esclareceu que foram feitas adequações com relação ao que foi solicitado pelos TREs para o primeiro turno, quando foi aprovado o envio de forças federais para 513 localidades dos mesmos estados.

A atuação das forças federais nas eleições é medida prevista no inciso XIV do artigo 23 da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral). As solicitações aprovadas pelo TSE na sessão desta terça-feira serão encaminhadas ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas.

EXCLUSIVO: Ricardo agradece eleitores, critica ‘brigas’ por cargos e diz qual será seu futuro político

Em entrevista exclusiva à TV Diário do Sertão, Ricardo Coutinho (PSB), governador da Paraíba, avaliou sua gestão nos dois mandatos consecutivos; agradeceu à população pela aprovação do seu governo e também pela eleição do seu sucessor, João Azevedo; revelou qual foi sua principal frustração como governador e explicou por que, ao invés se candidatar ao Senado, vai dar um tempo da vida política.

Vitória de João Azevêdo

Ricardo Coutinho admitiu que estava otimista com a vitória do seu candidato já no primeiro turno porque pesquisas internas demonstravam isso. “Eu achava que era possível, sim. Nunca disse isso porque isso não se diz. Nem divulgar pesquisa eu divulgo. Pesquisa é para consumo interno. Mas a gente sabia que, dia a dia, a evolução da nossa candidatura só fez crescer, enquanto que os demais ou estagnavam ou caíam”, disse.

Para Ricardo, se a eleição de João Azevêdo não acontecesse no primeiro turno, seria no segundo, pois a população está aprovando “um projeto que vem dando certo”. “Se você vier pegando todos os indicadores, a vida ficou melhor, o estado ficou melhor e as coisas caminharam adiante. O povo preferiu manter isso elegendo alguém preparado para tocar este projeto”.

‘Despartidarismo’ e ‘sistema de governança’

Ao destacar as principais realizações do seu governo, Ricardo Coutinho diz que conseguiu reduzir bastante as interferências políticas nos órgãos públicos estaduais. Segundo ele, essa mudança de perfil administrativo ‘despartidarizou’ a gestão.

Por outro lado, uma das suas frustrações foi não ter tido condições de mudar o que ele chama de ‘sistema de governança’, ou seja, trabalhar para o futuro sem se preocupar tanto com o passado.

“Os governos funcionam muito em relação ao passado, em resolver os problemas para trás. O problema para trás tem que ser resolvido por quem está na secretaria. Mas planejar o futuro é uma função de governo. Eu não consegui implantar isso, mas deixei tudo pronto. Acho que essa vai ser uma das prioridades de Joao Azevêdo”.

Fora do governo de João para se dedicar ao filho

Indagado se pretende ocupar cargo no governo de João Azevêdo, Ricardo Coutinho respondeu que não e disse que a partir de janeiro, além de retomar seu cargo público na UFPB, ele não sabe exatamente o que vai fazer, mas quer se dedicar mais à família. Ricardo revelou que o filho foi um dos motivos que o fizeram desistir de se candidatar ao Senado.

De volta à Prefeitura de João Pessoa?

Apesar de negar interesse imediato em voltar a ser prefeito da capital, Ricardo criticou a gestão de Luciano Cartaxo e declarou que quer ver João Pessoa e Campina Grande melhor governadas.

“Estarei ajudando onde posso, defendendo as ideias como sempre, mas como militante. Para fazer política, nunca achei que precisava ter um mandato. Se achasse isso fundamental, provavelmente, modéstia à parte, eu seria senador. Não é difícil perceber as relações existentes entre um governo avaliado por 85% dos paraibanos, um governador eleito no primeiro turno com 58% e a imagem que eu sei que eu tenho. Não seria coisa do outro mundo dizer isso que estou dizendo. Porém, eu preferi ficar sem cargo para garantir as condições adequadas para que o projeto continuasse. O projeto é muito maior do que uma pessoa, do que um cargo.”

Haddad, Bolsonaro e fake news

Articulador da campanha do candidato à presidência da República, Fernando Haddad (PT), na Paraíba e no Nordeste, o governador Ricardo Coutinho enfatizou que a disputa entre Haddad e Jair Bolsonaro (PSL) está acima de planos de governos e de partidos porque representa a disputa entre o candidato da democracia e o da ditadura. Ele até afirma que, em nome da democracia, votaria em qualquer um dos outros candidatos contra Bolsonaro, mesmo discordando das suas agendas econômicas. Para Ricardo Coutinho, votar em Bolsonaro não é um gesto humano.

“Fernando Haddad é um democrata, um gestor, um homem que teve sob a sua responsabilidade o Ministério da Educação, é um paulista que encheu o Nordeste de universidades, de institutos federais. Nenhum democrata pode dizer que tanto faz um ou outro, porque isso seria um ato de omissão inaceitável. Quem é democrata ou quem quer um país mais justo não pode deixar de votar em Fernando Haddad. É o mais qualificado para isso. Ele não é um candidato do PT, é um candidato das forças democráticas, de quem projeta esse país para o futuro”, defendeu.

Para Ricardo Coutinho, o país vive um momento de confusão causado por mentiras disseminadas desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma e que se espalham hoje através das fake news. “Nós estamos vivendo hoje uma ditadura que é a ditadura da informação falsa. 90% das imagens e fatos que circulam pelo WhatsApp, Fecebook e Instagram são mentiras, então nós estamos contaminados com tudo isso”, disse.

“É um dever apoiar Fernando Haddad. É inegociável a defesa da democracia, pois sem democracia os pobres pagam. É a democracia que une o povo. E tudo isso porque as forças que estão lá fora querem se apoderar daquilo que o Brasil tem. Isso interessa aos mais ricos, a quem está bancando esse festival de mentiras. Por isso que eu jamais poderia ficar omisso, calado. Eu não sou covarde, graças a Deus”, completou.

‘Brigas’ por cargos

Às vésperas de iniciar um novo governo, aliados já começam a disputar indicações de cargos estaduais nas cidades, inclusive com trocas públicas de críticas. Sobre isso, Ricardo espera que seu sucessor, João Azevêdo, amplie a ‘blindagem’ nos órgãos, priorizando ainda mais o perfil técnico-administrativo que foi marca da gestão Ricardo Coutinho em detrimento da indicação política.

Ricardo diz que ‘blindou’ muitos cargos porque “não dá para fazer leilão. “Eu não terceirizo essas coisas, essas coisas tem que ser do projeto. O voto não é de quem foi indicado, o voto é de quem é atendido. Você governa com a política porque é bom que assim seja, porém a política não pode tomar conta dos cargos. Não é a indicação que vai fazer a diferença, é o perfil de quem administra e a compatibilidade desse perfil com o projeto que representa.”

Governador eleito reafirma promessa de campanha para Vale do Piancó, mas adia expansão de UEPB no Sertão

Em entrevista à TV Diário do Sertão esta semana, o governador eleito João Azevedo (PSB), garantiu o ramal da transposição para o Vale do Piancó, promessa de campanha durante debate da TV Diário do Sertão.

De acordo com João Azevedo, o projeto foi aprovado junto ao Conselho Gestor do Rio São Francisco, que prevê a construção pelo Governo Federal, através do Ministério das Cidades.

“Caso o Governo Federal não faça, e foi isso que afirmei no debate, nós vamos fazê-la com recursos próprios”, garantiu ele.

Educação
Quanto ao projeto de expansão da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o governador eleito disse que a economia do momento não permite esse custo ao estado.

João Azevedo disse esperar melhoras a partir de 2019 e pediu apoio ao presidenciável Fernando Haddad (PT), temendo retaliações a Paraíba, caso o candidato do PSL, Jair Bolsonaro seja eleito.

“Acontecendo isso (vitória petista) é natural o crescimento da UEPB para outras regiões”, afirmou ele, adiando assim, o sonho dos estudantes sertanejos.

Governo de Zé Aldemir tem mais uma baixa; vereador anuncia saída da base situacionista de Cajazeiras

O Governo Municipal de Cajazeiras teve mais uma baixa nesta terça-feira (23). Depois do líder de Zé Aldemir (PP) na Casa Otacílio Jurema, o vereador Alysson Lira (PDT) anunciar que estava deixando o cargo, o ex-líder e aliado do gestor cajazeirense Jucinério Félix (PP) anunciou que estava deixando a base da situação.

O anúncio foi feito durante a sessão da Câmara Municipal na noite dessa terça-feira. No seu discurso, o vereador disse que na política é preciso ter gratidão, além de relembrar a oportunidade que o ex-prefeito Léo Abreu lhe deu de crescer quando o nomeou secretário.

Ele relembrou também seu trabalho quando fez oposição ferrenha ao Governo da ex-prefeita Denise Albuquerque (PSB). “Não é fácil fazer oposição no interior onde a política ainda é de coronel”.

Jucinério declarou independência na câmara e bateu forte no ex-aliado. “Nunca vi uma pessoa tão ingrata, tão rancorosa e perseguidora quanto esse prefeito de Cajazeiras. Prefeito José Aldemir Meireles, o voto de cabresto acabou. Tivemos que engolir sua mulher candidata, daqui a pouco o candidato a deputado federal goela abaixo, daqui a pouco o senador goela abaixo”, declarou ele demonstrando insatisfação com os candidatos apoiados pelo grupo situacionista nas eleições deste ano.

O vereador ainda declarou que Zé Aldemir teria duvidado do seu voto a deputada eleita Paula Francinete. “Ninguém estava na urna comigo pra saber, mas no deputado federal (Aguinaldo Ribeiro) eu não votei”, bradou ele.

Eriberto Maciel lamenta perdas na Câmara de Cajazeiras e diz que faltou diálogo entre Zé Aldemir e vereadores.

O vereador situacionista Eriberto Maciel (PP), revelou que faltou diálogo da parte dos vereadores Jucinério Félix e Neguinho do Mondrian (PSD) com o prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP). O parlamentar lamentou o rompimento de Jucinério e a entrega da função de líder da bancada governista na Câmara do parlamentar Neguinho do Mondrian.

Em entrevista ao Resenha Politika, perguntado sobre sua disponibilidade para assumir a liderança da bancada, Eriberto sinalizou positivamente, mas lembrou de outros colegas que podem ajudar nesta função de defesa do governo.

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