OUVIR  

Clube FM: (83)3531-4379  WHATSAPP 9.9999-2683

NOTÍCIAS

Locais de prova do Enem poderão ser consultados a partir desta sexta-feira

A partir das 10h desta sexta-feira (20), os candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano poderão consultar o cartão de confirmação da inscrição, que contém informações como o local onde ele fará a prova. O acesso ao cartão pode ser feito na Página do Participante e também no aplicativo do Enem para celular.

Leia mais Notícias no Portal Correio

Para acessar o cartão é preciso fornecer o número do CFP e a senha cadastrada durante a inscrição no Enem. Além do local de prova, o documento também informa o número de inscrição, a data e hora das provas, a opção de língua estrangeira escolhida e os atendimentos específicos ou especializados, caso tenham sido solicitados.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que, após conhecer o lugar onde fará a prova, os candidatos façam o trajeto antes do dia do Enem e verifiquem a distância, o tempo gasto e a melhor forma de chegar, para evitar atrasos no dia da aplicação. Apesar de não ser obrigatório, o Inep sugere que os candidatos levem o cartão de confirmação no dia da prova para para facilitar o acesso às informações de sua inscrição.

O Enem será realizado em dois domingos: em 5 de novembro, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos, redação e ciências humanas e, no dia 12 de novembro será a vez das provas de ciências da natureza e matemática. O exame será aplicado em 1.724 municípios, para 6.731.203 inscritos.

JP tem casas de bronzeamento que usam parafina, colocando saúde de usuários em risco

O ‘comércio de bronzeamento’ irregular em João Pessoa pode estar expondo usuários ao risco de câncer de pele. O alerta é da dermatologista Viviane Nóbrega, que foi procurada pelo Portal Correio para falar sobre os riscos que mulheres estão correndo ao comprar sessões de bronzeamento em locais que utilizam produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou comprovação científica dos resultados.

Leia mais Notícias no Portal Correio

Em investigação, o Portal Correio encontrou pelo menos cinco locais que oferecem o serviço. Neles, as clientes são atendidas entre as 7h e 11h e ficam expostas ao sol por pelo menos uma hora e vinte minutos em cada sessão, que custa entre R$ 40 e R$ 60.

Durante as sessões, as clientes ficam deitadas em macas ou bancos de madeira e recebem aplicação de produtos como parafina que, segundo as proprietárias dos estabelecimentos, ‘acelera o bronzeamento’. Ainda durante as sessões, as clientes são ‘regadas’ com água em intervalos de cinco a dez minutos.

“Uma sessão custa R$ 40 e o biquíni é montado com fita adesiva. Eu costumo atender de 7h até no máximo 10h30 e 11h e a cliente fica exposta ao sol, usando protetor, aplicamos parafina para acelerar o bronze e de cinco ou dez minutos é direto jogando água. Funcionamos todos os dias”, disse a proprietária de um dos estabelecimentos.

Porém, segundo a dermatologista, a exposição prolongada ao sol e a aplicação de produtos como a parafina podem ‘fritar’ o corpo das clientes e causar lesões cancerígenas pré-malignas, como manchas tipo melanoses, melasma e leucodermias.

“Como as pessoas destroem suas peles em busca de um padrão de beleza que até já está ficando ultrapassado, o bronzeado? É realmente assustador essa exposição de 1h20, é muito exagerada, sem contar que quem quer se bronzear nunca aceita o uso do protetor de no mínimo fator 30. [O uso] desses produtos pode causar queimaduras; a parafina vira ‘óleo para fritar’. Os descolorantes de pelos podem causar sérias alergias e queimaduras utilizados sob o sol. O risco de câncer e lesões pré-malignas é muito predominante naqueles que se expuseram com frequência e sem proteção”, afirmou a dermatologista.

Também, segundo a dermatologista, além das lesões cancerígenas a exposição prolongada ao sol evidencia as rugas, flacidez da pele e perda precoce de colágeno, que leva ao envelhecimento antecipado.

“Para quem quer se bronzear, nós, dermatologistas, recomendamos uma exposição progressiva (ao sol) de 15 a 30 minutos diários, com protetor solar acima de 30, no horário até 9h ou após 15h, no máximo duas vezes por semana. Dessa forma o bronzeado causaria menos agressões, já que eliminar os danos é impossível. Também nunca se deve esquecer de se hidratar e passar hidratante pós-sol”, disse a médica.

'Virei um camarão'

Ao Portal Correio, uma das mulheres vítimas de um dos locais irregulares contou que sofreu queimaduras na pele e quase virou um ‘camarão’ por tomar sol das 10h às 12h40 mesmo dizendo as responsáveis que estava passando mal.

“Tentei marcar com a Anny para me bronzear lá, mas não consegui e com já havia dito ao marido que chegaria em casa com as marquinhas fui em outro local. Cheguei lá às 10h, me receberam, não me fizeram pergunta alguma e foram logo me fitando (colocando o biquíni de fita) e pondo o produto para ir ao sol. Fiquei até as 12h40 e como sou muito branca virei praticamente um camarão de tão vermelha além de manchas por elas (funcionárias) não terem passado os produtos direito”, disse a cliente.

Durante a sessão que resultou em queimaduras, a cliente relatou que implorava por água e que só permitiram que ela saísse do sol porque estava passando mal.

“Quando foram fazer o esfoliamento após o sol cheguei a querer desmaiar e implorei por suco, açúcar, água, doce ou qualquer coisa para não desmaiar. Melhorei quando me deram um pouco de leite condensado. Sai de lá e fui para casa. Passei mal, tive quase 40 graus de febre e passei por tratamento com pomadas, soros e outros procedimentos para poder melhorar. Foram dois meses até que eu estivesse bem”, contou a cliente. 

Fiscalização

Ao Portal Correio, a gerente da Vigilância Sanitária de João Pessoa, Eliane Navarro, afirmou que o órgão tem competência para fiscalizar a atuação desses estabelecimentos, mas apenas se eles estiverem registrados.

Porém, caso denúncias sejam feitas sobre estabelecimentos clandestinos a Vigilância acionará o Ministério Público da Paraíba (MPPB) para conseguir autorização judicial para fiscalizações.

Locais certificados existem

Na Capital, um dos locais que possui certificação para funcionamento é o Ateliê do Sol, que fica no bairro Pedro Gondim, Zona Norte de João Pessoa. Segundo a proprietária do espaço, Anny Fernandes, o local foi aberto há cerca de um ano e meio, possui autorização para funcionamento e trabalha apenas com produtos registrados.

Porém, por conta das casas irregulares de bronzeamento, o serviço vem recebendo cada vez mais mulheres com problemas de queimaduras causados por exposição excessiva ao sol.

“Muitos espaços de bronzeamento estão sendo abertos em João Pessoa e muitas vezes as responsáveis se ‘formam’ com cursos feitos pela internet, que não possuem certificado confiável, aulas práticas nem instrução de como lidar com a cliente. O resultado disso é que estou recebendo cada vez mais mulheres com a pele queimada por conta de erros de procedimento ou uso de produtos sem registro, fabricados até pela dona do negócio, o que é um absurdo”, contou Anny Fernandes.

Anny Fernandes contou que o procedimento correto de bronzeamento deve ser feitos entre às 7h e, no máximo, às 10h, respeitando cada tipo de pele e ter atenção do profissional envolvido.

“Os produtos que usamos aqui são registrados na Anvisa e à base de parafina, mas em uma concentração muito pequena apenas para dar consistência. Nossas clientes tomam sol no menor tempo possível de exposição, com proteção do rosto e sempre temos a preocupação de executar procedimentos posteriores ao bronzeamento que garantem a hidratação da pele, além de banho de lua e esfoliação”, disse a empresária.

Anúncios são feitos no Facebook

Foto: Anúncios são feitos no Facebook
Créditos: Reprodução/Facebook

 

Anúncios são feitos no Facebook

Foto: Anúncios são feitos no Facebook
Créditos: Reprodução/Facebook

CCJ aprova relatório pela inadmissibilidade de denúncia contra Temer

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (18) por 39 votos favoráveis, 26 contrários e 1 abstenção o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pela inadmissibilidade da segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. Os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência também são citados na denúncia pelo crime de organização criminosa.

Leia mais notícias de Política no Portal Correio

O placar inferior ao registrado na apreciação da denúncia anterior já era esperado pelo governo. Após uma manobra do PSB, a líder do partido e aliada do Planalto, deputada Tereza Cristina (MS) foi substituída pelo oposicionista deputado Júlio Delgado (MG). Com isso, a base governista teve três votos a menos do que o registrado na votação do parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Naquela ocasião, 42 deputados foram favoráveis ao parecer que também recomendava a rejeição da denúncia.

Em dois dias de debates, 61 deputados se manifestaram sobre o parecer elaborado por Andrada. Apenas 13 oradores se manifestaram favoráveis aos acusados. A maioria dos oradores argumentou que há elementos graves suficientes para encaminhar a denúncia para investigação. Já representantes da base aliada sustentaram que as provas são frágeis e que nem o presidente nem os ministros devem ser afastados por acusações feitas por delatores criminosos.

Ao encaminhar o voto favorável ao parecer de Andrada, um dos principais articuladores do governo, deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi veemente ao criticar a denúncia apresentada pelo ex-procurador geral da República Rodrigo Janot. “Estamos vivendo agora os capítulos finais, capítulos derradeiros de uma ópera bufa, de um teatro do absurdo, que teve no enredo a tentativa nefasta de um procurador-geral da República de depor um presidente da República pelo motivo não republicano de não aceitar que uma desafeta sua chegasse à posição que hoje exerce [o cargo de procuradora-geral], e falo da doutora Raquel Dogde”.

Ao encaminhar voto contra o parecer de Bonifácio de Andrada, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) disse que "crimes graves estão colocando o país na beira do colapso". “Meu sonho é que milhões de brasileiros leiam as 250 páginas dessa denúncia consistente, uma denúncia com provas, uma denúncia que descreve com minúcias uma série de atos criminosos cometidos contra o nosso país”, afirmou Fontana.

Votação

A votação em plenário deve ocorrer na semana que vem. No plenário, a denúncia só será autorizada a seguir para o Supremo Tribunal Federal (STF) se receber o apoio de pelo menos 342 deputados, o equivalente a dois terços do total de 513 parlamentares da Casa, conforme determina a Constituição Federal. Segundo o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), a denúncia será analisada no plenário da Casa na próxima semana.

TROPAS FEDERAIS SÃO REQUISITADAS PARA CONTER ONDA DE VIOLÊNCIA EM CAMPINA GRANDE

 
 
 
 O clima de insegurança em Campina Grande fez o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Márcio Melo (PSDC), assinar um requerimento solicitando a intervenção de tropas federais em Campina Grande. O documento será protocolado na na semana que vem e segue para votação, já que durante esta semana não houve sessão por causa das oficinas Interlegis de Marcos Jurídicos. Na onda do medo, um comerciante fincou barras de ferro na calçada da loja para evitar que assaltantes usem carros para invadir a loja, como nos últimos casos.

Para o vereador que assinou o requerimento, a falta de resposta do Governo do Estado deixa não só a Câmara sem respostas, mas a população. “Deixei o documento pronto, assinado, para ser protocolado na semana que vem. Solicita que sejam tomadas providências, já que o Governo do Estado se nega a solucionar e colocar suas tropas na rua. A gente os procura, pede informações e eles não respondem. Esse documento é um pedido de ajuda à Força Nacional. Do mesmo jeito que eles intervêm no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte, estou pedindo uma ajuda para Campina”, disse.

Embora a Constituição reserve apenas aos governadores dos Estados e Distrito Federal ou ao Ministro da Justiça a requisição de tropas federais, o vereador disse que além de enviar o requerimento ao Governo Federal, encaminhará ainda a deputados federais e senadores.

“De todos os meus colegas não sei se terei apoio para a aprovação desse requerimento, mas vou fazer minha parte e mostrar o que posso fazer. Campina está sofrendo uma onda de assaltos, gente se matando no fim de semana, carro sendo roubado todo dia, inclusive agora há pouco roubaram o carro de um amigo meu. É uma insegurança imensa. Tenho que fazer aminha parte”, explicou.

Segundo ele, além de enviar o documento ao Governo Federal, também encaminhará aos deputados federais e senadores.

Comércio tenta se proteger



Em uma loja na Rua João Pessoa, o proprietário de uma loja resolveu tentar se proteger como pode. Durante a tarde, o Jornal Correio verificou um serviço para fincar barras de ferro verticais na calçada, que parecem querer impedir que um assalto nos moldes dos últimos que ocorreram em outras lojas, faça mais um alvo.

O proprietário de uma loja assaltada recentemente, Gaspar Júnior, contou que gostaria que as tropas nacionais isolassem o centro da cidade. “Eu já fui vitima, e não quero ser vítima novamente. O problema é que a gente não tem a quem recorrer. Estamos em um momento de caos. Acho que seria válido a Força Nacional intervir. Não sei se numa proporção grande, mas algo que pudesse isolar o Centro da cidade, a partir da meia noite, até se criar um plano de ação seria muito válido”, opinou.

Para outro lojista, João de Deus, que também teve a loja assaltada, a intervenção da Força Nacional não é para tanto. João de Deus “Acho que não chega a essa necessidade ainda não. Temos que pressionar a Polícia Militar da Paraíba e o Comando Geral. As medidas que tomamos após sermos alvo foi: reforçar as portas, colocar mais segurança de frente de loja e mais monitoramento. A gente precisa cobrar de quem tem essa obrigação, que é a nossa Polícia”, avaliou.

CDL discute segurança hoje

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) se reúne hoje com o comandante do 2º Batalhão, coronel Lamark Victor, e o delegado seccional Iasley Almeida para debater com lojistas soluções para evitar que novos casos aconteçam.

Linha do tempo (Fonte: CDL)

QUEOPS - Arrombada em 13 de setembro

Prejuízo total: R$9 mil

Mais de 300 peças roubadas (A maioria roupas masculinas)

Loja Hering – Arrombada em 21 de setembro

Prejuízo total: R$40 mil

R$ 28 mil em peças roubadas - 255 peças

R$ 12 mil – Em danos e melhorias na segurança

Lojas TIM – Arrombada em 10 de outubro

Prejuízo total: Entre R$20 e 25 mil

12 aparelhos de celular roubados.

Prejuízo mais estrutural do que material.

Em menos de um ano a loja foi assaltada cinco vezes e arrombada outras duas. Os donos aumentaram o custo mensal com segurança em R$ 10 mil e temem perder a franquia.

MIOCHE – Arrombada em 15 de outubro

Prejuízo Total: Mais de 50 mil reais

Não tem informações de quantas peças foram roubadas.

Os proprietários já pensam em ampliar os investimentos em segurança

Shopping do Pé – Arrombada em 17 de outubro

Prejuízo total: Entre R$30 mil e R$40 mil

Mais de 200 peças roubadas

Ainda não é possível saber o quanto deverá ser investido em segurança e melhorias

Lojas que já estão colocando barras para evitar os arrombamentos:

Luciano Calçados

Hering Maciel Pinheiro

Aluízio Fashion

Shopping do pé

Brasil Atacado

Registro de nascimento do bebê pode ser emitido fora da cidade de origem; entenda

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou a Paraíba como o terceiro estado com menor número de maternidades do país. Mais de 60% dos municípios não têm maternidades, tanto da rede pública como na privada, o que obriga as grávidas das pequenas cidades a se deslocarem para ter os filhos e registrar os bebês em municípios vizinhos. Porém, uma medida provisória mudou a obrigatoriedade do registro de nascimento no estado. 

Leia mais Notícias no Portal Correio

A naturalidade dos filhos passou a ser uma opção dos pais: local de nascimento ou município da residência da mãe. A medida provisória mudou a lei de registros públicos que está em vigor desde 1973. 

Assista abaixo.

Reforma eleitoral abre espaço para propaganda paga em sites

A reforma eleitoral, aprovada no Congresso Nacional e sancionada recentemente pelo presidente Michel Temer, traz mudanças importantes nas campanhas realizadas nos meios de comunicação. Uma delas é a liberação parcial de propaganda paga na internet. O tema levanta reflexões de especialistas na área de tecnologia e comunicação.

Leia mais notícias de Política no Portal Correio

Conforme a reforma, é “vedada a veiculação de qualquer propaganda paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos”. Essa alternativa é permitida apenas quando o autor for identificado e se o serviço for contratado por partidos, coligações, candidatos e representantes. O uso deste recurso, contudo, não pode ser feito em dia de votação.

Ainda de acordo com o texto, é proibido usar ferramentas que não aquelas disponibilizadas pelo provedor “para alterar o teor ou a repercussão de propaganda eleitoral, tanto próprios quanto de terceiros”.

O provedor deve manter canal de comunicação com os usuários e pode ser responsabilizado por danos causados pela publicação impulsionada se houver decisão judicial pela retirada e ela não for cumprida.

Essa novidade amplia os instrumentos de divulgação para as campanhas em relação aos existentes hoje. Pela legislação atual, um candidato pode manter um site, desde que com endereço eletrônico informado à Justiça Eleitoral e hospedado em provedor estabelecido no Brasil. Também é permitido o envio de mensagens eletrônicas, como e-mails ou mensagens no Whatsapp, além de publicações nas redes sociais.

Redes Sociais e eleições

Segundo a pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet, 58% dos brasileiros estão conectados à internet. De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, realizada pelo Ibope a pedido do governo federal, metade dos pesquisados afirmou se informar pela internet. O meio é o segundo mais popular para a busca de notícias, ficando atrás apenas da TV, mencionada por 89% dos entrevistados. A principal rede social usada pelos brasileiros, o Whatsapp, informou em maio deste ano ter cerca de 120 milhões de usuários no Brasil.

Para o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), Fábio Malini, as redes sociais vêm sendo elemento relevante nas eleições em diversos países (como Espanha, Reino Unido e Estados Unidos) e não será diferente no Brasil em 2018. Com a possibilidade de impulsionamento de conteúdo aberta pela reforma eleitoral, os candidatos poderão manter estratégias de propaganda mais sofisticadas.

“O papel mais central das redes sociais será a direção exata da propaganda política que não se tinha antes. Mesmo com ambiente digital, se partia do pressuposto de que o usuário tinha que ir até a página, fazer a busca. Pela primeira vez vai se poder trabalhar uma propaganda para um território, faixa etária, profissão. Essa experiência de ir no foco publicitário é algo que a gente vai ter de forma forte nas próximas eleições”, destaca Malini.

Riscos

Na avaliação do professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amadeu, a medida é problemática porque beneficia candidaturas com mais recursos. Para além do impulsionamento implicar gastos, estes vão se tornar cada vez maiores, aumentando o obstáculo financeiro dos candidatos com menos estrutura. Isso porque o impulsionamento se dá pela forma de “leilão”. Ou seja, o preço para conseguir ampliar o alcance de um “post” aumenta conforme a demanda. Em uma eleição, com diversos candidatos tendo apenas o Facebook como canal pago na internet, a tendência é que esse custo seja cada vez maior.

“A postagem de um candidato com menos dinheiro vai atingir menos de 1% dos seus seguidores, enquanto candidatos com muito dinheiro e que já aplicam no Facebook vão poder fazer uma campanha de maior alcance, o que dará uma visão distorcida”, argumenta o professor, que também é membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI-Br).

“Muitos eleitores terão a falsa impressão de que aquele candidato é relevante, popular e bem visto quando comparado a outros invisíveis, quando na verdade ele só aparece em sua “timeline” porque pagou para que isso acontecesse e grande parte das suas interações positivas podem ser falsas, produzidas por “chatbots”, isto é, perfis artificiais que simulam conversas e interação”, acrescenta Sivaldo Pereira da Silva, professor da Universidade de Brasília e coordenador do Centro de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Política (CTPol).

Para Renata Mielli, jornalista e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, a abertura de propaganda privilegia os anúncios em somente uma plataforma, o Facebook, e impede que candidatos optem por outros sites ou canais na internet. “Criar distinção entre esses espaços não é compatível com uma postura mais equilibrada e democrática dentro das regras do jogo eleitoral”, defende.

Mielli acrescenta que há o problema da falta de transparência na disseminação dos conteúdos publicados. “O Facebook seleciona o que as pessoas visualizam na 'timeline' por meio de algoritmos e isso não é transparente. Isso pode gerar uma invisibilidade de candidatos com menos recursos enquanto outro serão privilegiados”, alerta.

///// ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Na FM 104,9 Agora!

Temos 75 visitantes e Nenhum membro online